Associação Médica Brasileira World Federation of Associations of Pediatric Surgeons Asociación Iberoamericana de Cirugía Pediátrica

CIPE participa do lançamento do Instituto Brasil de Medicina

O instituto deverá dar suporte técnico à Frente Parlamentar da Medicina, criada em outubro

O lançamento do Instituto Brasil de Medicina (IBDM), ocorrido no dia 12 de dezembro na Associação Médica de Brasília (AMBr), contou com participação da CIPE, na figura de seu 2º vice-presidente, Dr. José Roberto Baratella.

O IBDM, que é um instituto técnico, nasce com o objetivo de dar suporte à Frende Parlamentar da Medicina (FPMed), criada em 18 de outubro passado, durante sessão solene da Câmara dos Deputados, em homenagem ao Dia do Médico.

Conforme ressaltava, em outubro, o idealizador e atual presidente da FPMed, o ortopedista pediátrico e deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), “para que a FPMed funcione é preciso que as entidades médicas se organizem por meio de instituto de ciências políticas, que irá auxiliar a frente com pareceres, relatórios, enfim com informações técnicas para que possamos contribuir com leis, projetos e audiências públicas que enalteçam a medicina brasileira”.

O IBDM veio justamente para preencher essa lacuna. A assembleia que o criou reuniu representantes de sociedades de especialidades (como a CIPE), associações de medicina, sindicatos de médicos e parlamentares, como os deputados Onyx Lorenzoni (DEM/RS), Luciano Ducci (PSB/PR), Raquel Muniz (PSD/MG) e Saraiva Felipe (PMDB/MG).

Na oportunidade, discutiu-se demandas da medicina e a importância da criação e atuação do instituto para fortalecer a atuação da frente parlamentar no Congresso Nacional. “As entidades médicas estão se organizando por meio desse instituto de ciências políticas, que auxiliará os trabalhos da FPMed com pareceres, relatórios, enfim, informações técnicas que possam contribuir com projetos e leis”, explicou o presidente da frente.

O parlamentar declarou que os médicos desejavam apresentar propostas, mas careciam de representação política no Congresso: “A sociedade necessita de medicina praticada com responsabilidade; ela precisa que as faculdades formem bons médicos; e que tenhamos prova para certificar aqueles que se formaram no exterior e não conhecem a medicina brasileira.”

Primeiras ações

Entre as primeiras ações da frente e do instituto está o acompanhamento da discussão sobre a proposta de revisão da Lei 9.656, que regulamenta os planos de saúde, a qual sequer cita como se dará a relação entre operadoras e médicos. Outra iniciativa refere-se ao Orçamento da União. “É preciso que os recursos para a saúde sejam superiores àquilo que o governo vem sinalizando”, avalia Mandetta.