A
Associação Pan-americana de Cirurgia Pediátrica
foi fundada como uma sociedade de “pessoas físicas”,
onde qualquer cirurgião pediátrico poderia se associar.
Viveu um período de grande atividade científica, com
congressos de alta qualidade e muito concorridos. Entretanto, devido
às diferenças culturais e problemas específicos
na área profissional nos vários países da América,
deixou progressivamente de aglutinar os cirurgiões pediátricos,
motivando um desinteresse na Associação. Esse fato,
juntamente com a necessidade de se resolver problemas regionais e
a facilidade de intercambio científico entre países
vizinhos, fez com que surgisse a CIPESUR, conglomerando os países
do Cone Sul. Esta surgiu como uma federação, sendo uma
associação de sociedades nacionais.
A
Associação Pan-americana percebeu a necessidade de mudança
em sua estrutura, passando também a ser uma federação,
com o que poderia ajudar as sociedades nacionais a melhor equacionar
seus problemas e apontar soluções.
Em
2001, organizou um “Encontro de Líderes, convidando os
presidentes das sociedades dos diversos países da América
Latina, Espanha e Portugal, ao qual comparecemos na qualidade de Presidente
da CIPE.
Nessa
ocasião constatamos o alto grau de organização
da Sociedade Mexicana de Cirurgia Pediátrica que reorganizou
a Pan-americana, dando-lhe uma estrutura operacional moderna e ágil.
Foi
também, com satisfação, que constatamos o quanto
no Brasil estamos conscientizados dos problemas que assolam a especialidade,
e já buscamos soluções equacionadas, principalmente
na área de formação profissional, no que diz
respeito à residência médica e título de
especialista, enquanto as outras sociedades nacionais mal engatinham
nos mesmos. Somente as Sociedades Mexicana e Espanhola podem ser equiparadas
à Brasileira, mas, mesmo assim, ainda não têm
um programa definido de Residência Médica a nível
nacional, admitindo várias modalidades de formação
do cirurgião pediátrico.
Com
a entrada da Espanha e Portugal, a partir de 2002 a Associação
Pan-americana passou a se denominar lbero-americana, quando a CIPE
também se associou, e pretende, como federação,
ajudar as sociedades federadas no equacionamento dos problemas, através
de comitês ou departamentos, principalmente na área de
ensino e formação profissional, assim como promover
o intercâmbio cientifico com o fortalecimento dos congressos
nacionais e o lbero-americano (bienal), e publicações.
A
CIPE pode contribuir com a experiência adquirida
ao longo dos anos na formação e titulação
do cirurgião pediátrico, e se beneficiar com o intercâmbio
científico e possibilidade de publicação notadamente
no México,Espanha e Portugal, uma simbiose que beneficiária
a todos.
A
AMB e o CFM estão liderando uma campanha nacional pela implantação
da CBHPM. A CIPE apóia oficialmente a campanha
e estimula todos a se engajarem nesta luta.
A classificação foi feita com
a colaboração de todas as sociedades de especialidade.
Contou com a supervisão e metodologia da FIPE (Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP) e aponta valores
mais justos para os procedimentos médicos.
Isto não significa que, com ela, os
cirurgiões pediátricos passarão a ser remunerados
de forma correta. Mas terão, com certeza, uma remuneração
sem tantas distorções. Para que fossem classificados
hierarquicamente, os procedimentos médicos foram analisados
e ordenados pela sua complexidade, risco, morbidade, tempo despendido
na sua realização, tempo de treinamento necessário
para a capacitação do profissional que o realiza, etc.
Apesar de todos os esforços para
que o resultado final do trabalho fosse bom, não se espera
que seja perfeito. Assim, a CBHPM, após quase um ano do seu
lançamento, está em fase de revisão. A AMB solicita
que todas as especialidades encaminhem as falhas ou distorções
porventura ainda encontradas. Todos devem colaborar enviando à
CIPE o que acharem que necessita de correção.
Tudo será encaminhado à
AMB.
O mais difícil será a
implantação, junto aos planos de saúde. O grupo
de empresas que integram a UNIDAS (ex-CIEFAS) já se declara
disposto a fazer a implantação, a partir de abril. Há
necessidade que cada Estado se organize e inicie uma campanha, liderada
pela Comissão Estadual de Honorários Médicos
(CEHM). Os cirurgiões pediátricos devem se engajar e,
se possível, participar da CEHM do seu Estado.
Sociedade
Brasileira de Cirurgia Pediátrica - CIPE.
Presidente: Flávio Linck Pabst (PE). - 1º
Vice-Presidente: Paschoaí Naoolitano Neto (SP)
- 2º Vice-Presidente: João Vicente Bassols
(RS). Secretário Geral: José
Luiz Martins (SP) - 1º Secretário:
Adão Faccioni (RJ) - 2º Secretário:
Gilvan
Bandeira de Morais (PE). 1º Tesoureiro:
José Osório de Oliveira Lira (SP). 2º
Tesoureiro: Wilberto Trigueiro(PB). Diretor
de Patrimônio: Joaquim
Bsutroff Silva(SP). Diretor de Pubíicações:
Fernando Costa (PR). Representante CIPESUR:
Manoel Carlos Velhote - Sede Rua Cardeal Arcoverde,
nº 1745 - conjunto 123, Bloco A - Pinheiros - São
Paulo - CEP 05407-002 - Fone (011 0814.6947 - E-mail: cipe@uol.com.br
- Secretária: Ana Paula
Presidência: Rua Oswaldo Cruz, 393, Boa vista - Recife.
CEP 50.055-220 - Fone (011) 3423.5473 - E-mail:presldenciacipe@aol.com.br
- Secretaria Vivian - Pauta e Fotos: Paulo Caldas - Produção
Gráfica: Edições Bagaço - Rua dos
Arcos. 150 - Poço da Panela - CEP: 52.061-180 Recife/PE
- Fone:(81)3441.0132/0133 - e-mail: bagaco@bagaco.com.br
- Tiragem: 1500