“Certifico-me cada vez mais que da harmonia, da capacidade, da coragem e da união de uma equipe pautada pelo respeito e valorização do perfil de cada um, poderão surgir grandes avanços e vitórias”. As palavras proferidas pela dra. Zita Rocha na abertura do congresso de Natal, refletem o espírito e a qualidade das discussões realizadas durante o evento.
Cerca de 120 apresentações orais, com comentadores oficiais ou com debate da platéia, e 150 pôsteres, foram selecionados para o congresso. “A grande produção científica apresentada foi um de seus pontos fortes. O nível dos trabalhos foi altíssimo, demonstrando o empenho dos cirurgiões pediá-tricos em desbravar novas fronteiras e aperfeiçoar seus conhecimentos. Lamentamos não dispormos de mais tempo para poder estender as apresentações e os debates”, comentou o presidente da comissão científica do congresso, dr. Flávio Azevedo.
Os trabalhos sobre cirurgia neonatal, videocirurgia, urologia, oncologia, cirurgia ambulatorial e cirurgia experimental, entre outros temas, foram os que mais se destacaram durante o encontro. A organização científica e social do evento, que contou com a consultoria da Conplave, foi elogiada tanto pelos convidados internacionais, quanto pelos participantes.
UROLOGIA – Natal também sediou, em paralelo, o VII Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica, que, apesar de não ter inscrições separadas do Congresso de Cirurgia Pediátrica, contou com cerca de 100 participantes. O ponto alto do evento, segundo seu presidente, dr. Sérgio Melo, foram os temas livres que se mostraram de muito bom nível e enfatizaram o trabalho de serviços nos quais jovens urologistas pediátricos como o dr. Nicanor Macedo, Hospital Jesus, do Rio o dr. Edinaldo Miranda, do Piauí, vem se destacando.
Muitas temáticas que, em outros congressos, foram abordadas por grandes profissionais do Estados Unidos e Europa, nesta edição, foram ministradas por brasileiros. Outro destaque foi a presença do dr Gerardo Izquierdo, de Montevidéu, e o espaço reservado aos debates, engrandecendo o evento. “A interatividade foi a novidade nesse congresso. As aulas magistrais com palestras intermináveis nos próximos encontros devem ceder espaço para o que chamamos de sessões interativas, conferências de 30 minutos e mini-conferências de 15 a 20 minutos. É nos debates que se aproveita melhor a experiência dos debatedores e as vivências do dia a dia”, ressaltou Melo.
O próximo congresso de urologia pediátrica acontece ano que vem em Curitiba, durante o Criança 2005.
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