Na última semana de abril, Belo Horizonte sediou o Congresso de Cirurgia 2005. O evento abrangeu todas as especialidades cirúrgicas, incluindo,também, módulos de Cirurgia Pediátrica. Convidado pelo presidente da CIPE-MG, dr. Clécio Piçarro, o presidente da CIPE, Flávio Pabst compareceu ao evento. A formação de novos cirurgiões pediátricos em número excessivo foi um dos assuntos discutidos na ocasião.
O assunto foi levantado pelo dr. Luciano Dantes, que apresentou dados de um censo americano, demonstrando a saturação do mercado e o número de cirurgiões requerido por milhão de habitantes. Após amplo debate, onde ficou clara a preocupação da grande maioria dos presentes com a situação nacional, o presidente da CIPE sugeriu que o assunto fosse colocado em um documento, a fim de servir como iniciativa para um debate de proporções nacionais. Preocupado com este problema, Flávio Pabst afirmou já ter mantido contato com a CNRM, através do cirurgião pediátrico José Lúcio Martins Machado. Este ficou de mandar os dados disponíveis na CNRM sobre os PRM em Cipe no país. A possibilidade de ser contratado um censo dos cirurgiões pediátricos está sendo estudada.
A carta de Belo Horizonte
Como resultado das discussões, foi elaborado um documento denominado “Carta de Belo Horizonte”. Veja a seguir alguns dos questionamentos feitos pelos cirurgiões mineiros:
“Serviços de Residência Médica proliferaram, sem nenhum controle que determine a real necessidade do mercado”.
“...qual a demanda de novos cirurgiões?”.
“...um mercado de trabalho saturado, com índices de médicos acima dos preconizados pela Organização Mundial de Saúde”.
“Na área da Cirurgia Pediátrica o processo se torna mais grave, pois a tendência natural é de diminuição da população pediátrica...”.
“Entendemos que se faz necessário iniciarmos, em todo o país, o estudo das condições atuais de trabalho do Cirurgião Pediátrico”.
“A qualidade do ensino pode ser mantida com o número de residências existentes ou se faz necessária a imediata interrupção da criação de novas residências?”.
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