Desde criança, o médico Jacques Pinus tem um relacionamento muito próximo com a música. Filho de família tradicional, desenvolvia várias atividades entre as quais a ida às aulas de música. A flauta, por muito tempo, passou a ser sua melhor amiga. Mas foi depois de formado pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro, em 1976, que ele passou a se dedicar realmente à atividade.
Depois de estudar flauta transversal durante muitos anos e de tocar sem compromisso com grupos de amigos, passou a freqüentar encontros musicais individuais de médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Durante um desses eventos, teve a idéia de reuni-los e formar uma orquestra. A idéia se tornou realidade quando, na época diretor do hospital, promoveu um concurso pelo qual foi contratado o maestro Nasari Campos. O regente aceitou o desafio de estruturar a orquestra, fundada em 2 de agosto de 1989. Em 13 de dezembro daquele ano, acontecia sua primeira apresentação no auditório do hospital, reunindo cerca de 20 músicos.
Desde o início, Pinus ensaia regularmente com os outros músicos duas ou três vezes por semana. “Esses encontros são uma verdadeira terapia. Nos ajudam a combater o stress natural da profissão”, comentou. E assim a orquestra, na época denominada “Orquestra Experimental de Médicos”, foi tomando corpo.
O entusiasmo do início só não superou a repercussão que ela viria a ter. O grupo foi crescendo e, ao longo dos anos, passou a ser requisitado regularmente para apresentações em eventos oficiais, filantrópicos, congressos médicos nacionais e internacionais, catedrais, teatros, escolas, instituições assistenciais, entre outros lugares, no estado de São Paulo e fora dele.
Com 15 anos de atuação, a orquestra tem 110 integrantes entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e até mesmo músicos que não têm oportunidades em outras orquestras. E vem chamando atenção, seja pela sua evolução técnica e artística, seja pelo trabalho filantrópico que desenvolve (as apresentações são beneficentes). O repertório passou a ser cada vez mais eclético e elaborado. “Tocamos tanto em teatros como ao ar livre. Nosso público é muito eclético. O repertório da orquestra inclui clássicos de Mozart, Tchaikowsky, Webber, Tom Jobim. Tocamos muita MPB”, explicou o “musimédico”.
Hoje a “Orquestra Filarmônica dos Médicos do Hospital Israelita Albert Einstein” freqüenta as mais importantes salas paulistas: Sesc/SP, Sala São Paulo do Teatro Alfa e até mesmo o Teatro Municipal onde, inclusive, gravou um DVD. E seu fundador, além de viajar para as apresentações e dar conta das atividades do dia-a-dia, ainda arranja um tempo para ser fazendeiro nas horas vagas. Já foi, inclusive, criador de avestruz. Mas essa é uma outra história...
Este artigo faz parte de uma série que revela o talento, pouco conhecidos, de alguns dos associados da CIPE.
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| VI Jornada Paulista de Cirurgia Pediátrica – 2 a 4 de junho de 2005, em São Paulo (SP). Participação dos professores Risto J. Rintala, da Universidade de Helsinqui (Finlândia) e Ahmed T. El Hadidi, da Universidade de Heidelberg (Alemanha).
VIII Jornada de Cirurgia Pediátrica Professor dr. Ubirajara Índio Carvalho da Motta - 13 a 15 de julho de 2005, em Porto Alegre (RS). Participação do dr. Warren Snodgrass, de Dallas, Texas. Urologia. Debates e cirurgias ao vivo.
Criança 2005 – II Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas – 27 a 30 de agosto de 2005, em Curitiba (PR). Particiação dos drs. Thom Lobe e Lawrence Moss.
Tratamento Cirúrgico das Anomalias Anorretais –20 a 22 de outubro de 2005 - Porto Alegre (RS). Participação dos professores Alberto Pena (EUA), João L. Pippi Salle e Antoine Khoury (Canadá).
XXVI Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica e VI Congresso Cipesul - 8 a 11 de novembro de 2005, em Assunção (Paraguai).
VII Congresso Cipesul e II Congresso Mundial de Cirurgia Pediátrica. - 17 a 20 de setembro de 2007, Buenos Aires (Argentina).
Mais informações no portal da CIPE: www.cipe.org.br.
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