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ivulgar entre os profissionais de saúde os sinais e sintomas de invaginação intestinal (que possibilitem o diagnóstico precoce desta afecção), foi o tema do encontro entre a CIPE, o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Coordenação do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.

      O evento, promovido pelo Ministério, foi realizado em Brasília, em 15 de fevereiro.

      Essa preocupação prende-se à introdução da vacina contra Rotavírus no calendário vacinal brasileiro.
Como muitos já sabem, em 1999 foi retirado do mercado americano, por iniciativa do FDA e do próprio laboratório produtor, outro tipo de vacina anti Rotavírus, de origem rhesus-humana, a qual demonstrou, nas crianças vacinadas, uma incidência de invaginação intestinal várias vezes maior do que na população em geral.

      Esta nova vacina, com Rotavírus de origem exclusivamente humana, que já vinha sendo utilizada no Brasil em clínicas particulares e agora passa a ser distribuída gratuitamente pelo governo, passou por diversos estudos, em vários paises, não tendo demonstrado alteração na incidência de intussuscepção, após o seu uso.

      Mesmo assim, o Departamento de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, decidiu exercer forte fiscalização quanto à eventual possibilidade de aumento da incidência desta complicação na população vacinada. “Em nosso país as estatísticas sobre a freqüência desta patologia variam bastante entre os diversos estudos disponíveis, ficando difícil a identificação de uma casuística que sirva de base para comparação com os casos que eventualmente surgirem após a vacinação. Estuda-se, portanto, a possibilidade da invaginação intestinal tornar-se doença de notificação compulsória, passando cada caso a ser minuciosamente avaliado, na busca de possível relação com vacinação prévia”, explica Flávio Pabst.

      
Na foto, a partir da esquerda, Lincoln Freire e Gabriel Oselka, representantes da SBP, Flávio Pabst, presidente da CIPE e Aldemir Soares, representando o CBR, durante a reunião.

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